Arte Doce | A festa mais apetecível do verão
Arte Doce | A festa mais apetecível do verão

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Lagos volta a receber a Arte Doce, uma feira-concurso que serve de montra do melhor que se faz na doçaria algarvia. Na sua 37.a edição, o evento é hoje um dos momentos mais emblemáticos do verão na região. Além da qualidade e criatividade das doceiras e doceiros, há artesanato, música ao vivo, animação para todas as idades e showcookings, para um ambiente de festa inesquecível. Este ano, tem como tema “Lagos – Entre Tradições e o Mar Multicultural, numa celebração da diversidade que caracteriza o concelho.

Chamam-lhe doçaria fina, mas também queijinhos, frutos do Algarve ou doces de amêndoa. Fazem as delícias de miúdos e graúdos, e são inconfundíveis pelo sabor e pelo aspeto: assemelham-se a pequenos queijos, presuntos e enchidos, mas também a frutos, vegetais e a animais. Presume-se que sejam uma herança árabe; sabe-se com certeza que são confecionados há mais de um século.

Estas pequenas obras de arte, feitas de amêndoa e doces de ovos, são presença obrigatória na Arte Doce, a feira-concurso que, entre os dias 22 e 26 de julho, enche o Complexo Desportivo de Lagos de iguarias e animação diversa. Mas há muito mais além dos característicos docinhos algarvios. O evento realiza-se há 37 anos e é um momento incontornável no calendário estival da região: os doces regionais saídos das mãos sábias das doceiras e dos doceiros locais são acompanhados por uma agenda rica de acontecimentos, que inclui showcookings, artesanato e concertos com nomes bem conhecidos da música portuguesa.

Este ano, a feira tem como tema “Lagos – Entre Tradições e o Mar Multicultural”, uma celebração de um concelho com uma ligação milenar a povos, hábitos e costumes diversos. À semelhança de edições passadas, a organização convida uma região do país para marcar presença: este ano, é o Douro a responder à chamada.

O certame tem como missão a valorização e revitalização de uma das tradições mais genuínas do Algarve – a doçaria –, que tem como rei e rainhas o figo, a amêndoa e a alfarroba. É graças ao talento e à criatividade de doceiros e artesãos que a iniciativa tem crescido e atraído cada vez mais amantes da gastronomia algarvia. Assim sendo, a organização faz questão de reconhecer o seu contributo, premiando os melhores doces em categorias como “Tema Livre”, “Tema Obrigatório”, “Qualidade na Tradição” e “Doce de Inovação”.

Fotografias e música

Quem passar pela Arte Doce tem a oportunidade de ver uma exposição que celebra quatro décadas de existência da Lusa, a agência de notícias de Portugal.  É a única agência noticiosa do país e a maior do mundo em língua portuguesa, sendo o maior fornecedor nacional de imagens da atualidade. A Lusa preparou uma exposição de fotografia itinerante, com 40 imagens emblemáticas das últimas décadas, da autoria de fotojornalistas da agência. A mostra “40 Anos | 40 Fotografias” foi inaugurada em maio na Assembleia da República, em Lisboa, chegando agora a Lagos, no âmbito de um périplo por várias cidades do país.

Quanto à animação musical, são vários os momentos do programa assegurados por estilos diferentes: logo no dia de abertura é possível ver e ouvir a Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1.º de Maio, fado com Marta Alves, Pedro Viola e Teresa Viola, ou a Orquestra Ligeira de Lagos, distribuídos pelos vários palcos do recinto.

As noites terminam com concertos protagonizados por nomes do panorama musical português que dispensam apresentações: Marisa Liz, Matias Damásio, Carlão, Dino D’Santiago e Ana Moura. A 24 e 25 de julho, as noites prolongam-se ainda com uma “silent disco” no Espaço Cocktail Arte.

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