Lagos MMFest | Na Luz faz-se música
Lagos MMFest | Na Luz faz-se música

Lagos MMFest | Na Luz faz-se música

A Praia da Luz recebe, entre 14 e 16 de agosto, mais uma edição do Lagos MMFest. Organizado pela Orquestra Ligeira de Lagos, o evento assegura finais de tarde com muita música. É o resultado de uma residência que leva à cidade dezenas de jovens de diferentes pontos do país.

Começou por ser um workshop para contrariar os dias difíceis da pandemia. Os responsáveis pela Orquestra Ligeira de Lagos (OLL) decidiram, ainda nos tempos da COVID-19, organizar uma oficina na sala de ensaios da formação. Entre distanciamentos e máscaras, fez-se um concerto final, ao ar livre.

No ano seguinte, já com outra liberdade, o projeto evoluiu: ao workshop de cinco dias, organizado numa escola, juntou-se um concerto final dos alunos e outro com a OLL, para os participantes poderem perceber como funciona uma orquestra e terem uma experiência de palco diferente.

“Como tínhamos o Centro Cultural de Lagos por nossa conta, convidámos mais um grupo para vir tocar”, recorda Rita Rodrigues, presidente da direção da OLL. “De repente, olhámos para aquilo e constatámos que estávamos, na verdade, a fazer um festival. Contactámos mais grupos conhecidos e fizemos uma pequena programação.” Nasceu, assim, o primeiro MMFest, que contou com pouca adesão do público – dentro de portas, em pleno verão, o CCL ficou com demasiadas cadeiras vazias.

Por sugestão da Câmara Municipal de Lagos, a segunda edição do festival realizou-se já na Praia da Luz, uma aposta que demonstrou ser bem-sucedida. O workshop ganhou o estatuto de residência, com a OLL a receber três dezenas de alunos todos os anos. Têm as mais diversas proveniências e encontram-se durante uma semana em torno de estilos e experiências musicais diferentes.  

Dar e receber

Ao quinto Lagos MMFest, a organização conta com uma série de parcerias de vários pontos do país, entre conservatórios e escolas de música, que ajudam na promoção da residência. Muitos alunos que participam nesta experiência musical imersiva – uma semana intensa de aulas e ensaios – são oriundos do universo da música clássica. Em Lagos têm a oportunidade de explorar outras linguagens musicais, do jazz ao rap.

Além das aulas de instrumento, explica Rita Rodrigues, os músicos são agrupados em combos, conjuntos que juntam os diferentes instrumentistas. Estas pequenas formações, responsáveis por apresentações finais, são constituídas “não em função da idade, mas da experiência musical de cada um”. O Lagos Music Summer Camp acolhe jovens a partir dos 12 anos, mas há quem tenha mais de 40 e queira participar nesta iniciativa.

Além das aulas de instrumentos e dos combos, a residência oferece este ano três masterclasses bem representativas da diversidade de estilos musicais que caracterizam o evento: a primeira delas incide sobre o ritmo e a harmonia; a segunda é uma introdução ao DJing; e a última aborda as redes sociais como portefólio artístico.

O Lagos MMFest – que se faz na sequência de dias intensos de trabalho – oferece a residentes e turistas a oportunidade de assistirem a concertos de música em plena praia. Aos alunos que integram a residência, permite a aquisição de novas linguagens musicais e a evolução própria deste tipo de imersão musical. “Temos músicos aqui que já vêm desde a primeira edição”, remata Rita Rodrigues.

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