OLL | Nesta big band cabe o mundo da música
OLL | Nesta big band cabe o mundo da música

OLL | Nesta big band cabe o mundo da música

Existe formalmente há uma década, mas anda desde 2007 a dar música à cidade. A Orquestra Ligeira de Lagos (OLL), que se apresenta no dia 13 de dezembro no Centro Cultural para um concerto de soul e gospel, nasceu de um grupo de pais e filhos que queriam algo diferente da oferta disponível na época. “Já existia a Academia de Música de Lagos, a Filarmónica e a Orquestra de Jazz”, contextualiza Rita Rodrigues, responsável pela produção artística e musical do ensemble. A Orquestra Ligeira passou a ser mais uma opção, uma nova alternativa musical.

O grupo “foi beber às big bands” de Portugal em termos de formação. “No entanto, o facto de sermos orquestra ligeira dá-nos a possibilidade de tocar tudo o que nos apetecer, porque tudo o que encaixar em música ligeira, estamos lá”, diz a responsável. Assim sendo, o repertório é muito amplo.

“Este ano fizemos um concerto do 25 de Abril e vamos agora gravar um disco para apresentar em 2026. São músicas muito conhecidas e emblemáticas daquela altura, mas com orquestrações feitas por orquestradores da orquestra e para a orquestra. Ninguém no mundo toca aquelas orquestrações, só nós”, explica. Outro exemplo da extensão musical da OLL é o projeto La Murga, com base na tradição popular latino-americana. Músicos de Cuba, da Venezuela e das Canárias estiveram em Lagos para um concerto de celebração do Dia Internacional da Música.

Em maio, no aniversário da orquestra, estiveram em Lagos “dois convidados muito especiais do Brasil” – o maestro e compositor Luciano Calazans e a cantora Taís Nader – com música da Baía. “Apresentámos um concerto com arranjos do maestro. Ambos trabalharam com grandes nomes como Daniela Mercury e Ivete Sangalo, além de muitos outros artistas baianos”, recorda.

“Já fizemos danças de salão, com tango, valsas, swing. Tocámos música como naqueles bailes em que, antigamente, as pessoas dançavam com grandes orquestras. Fazemos também concertos mais temáticos: normalmente, todos os anos temos um no Dia da Mulher.” O concerto do Dia de São Valentim do próximo ano já está a ser desenhado. “Tocamos nas marchas populares, também podemos tocar na animação de rua. Tocamos tudo o que for música ligeira e em projetos completamente diferentes”, resume Rita Rodrigues que, além de fundadora e com diversas funções dentro da OLL, é também trompetista.

Com formação de big band – um ensemble de jazz alargado – a OLL acaba sempre por ir à origem. “Embora andemos também a navegar por outros lados, vamos sempre buscar muito à parte do jazz.” Por norma, ao palco sobem 25 instrumentistas, na maioria profissionais, entre músicos e professores de música.

Uma escola, um festival

A existência de uma orquestra que foge ao clássico, seja ele jazz ou música erudita, contribui para o alargamento dos horizontes de quem estuda música – afinal, um instrumento pode servir para tocar muitos estilos musicais e partituras inesperadas. Há uma componente didática que a OLL oferece, mas gostaria de poder dar mais.

“Estamos a tentar desenvolver uma escola, mas tem sido difícil porque não temos grandes condições em termos de espaço”, refere Rita Rodrigues. A orquestra vive entre duas salas e, com a quantidade de instrumentos que se pretende ensinar, não é possível. “Vamos dando algumas aulas a miúdos mais pequenos, mas ainda não conseguimos arrancar com a escola.”

A OLL é, no entanto, anfitriã de uma residência musical que, todos os anos, leva a Lagos jovens instrumentistas. O ensemble organiza o Lagos MMFest – Festival de Música Moderna e, nesse âmbito, cinco dias antes do evento na Praia da Luz começar, acolhe alunos de todo o país. Os futuros músicos participam no festival, num primeiro dia totalmente dedicado à OLL, e têm ainda a possibilidade de partilhar o palco com a orquestra, o que resulta na experiência de tocar em contexto de big band. “Temos três alunos que agora estão a estudar no curso de Jazz, no Conservatório de Coimbra”, conta a trompetista.

Quanto ao concerto do dia 13, é um regresso a casa de uma cantora que colaborou durante vários anos com a OLL. Carina Lima “é uma pessoa por quem temos muita consideração, é uma ótima cantora, já ganhou vários concursos, incluindo a cantar fado”. Com a Orquestra Ligeira vai cantar soul e gospel, num programa com direção musical de Pedro Louzeiro, também ele convidado para mais uma noite bem demonstrativa da versatilidade da big band de Lagos.

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