SAL – Bienal Internacional de Música | Notas em crescendo
SAL – Bienal Internacional de Música | Notas em crescendo

SAL – Bienal Internacional de Música |
Notas em crescendo

Miguel Borges Coelho, pianista que interpreta a obra de Lopes-Graça; Libertango eXtrem, um quinteto com a sonoridade única de Astor Piazzolla; Filipe Quaresma, um violoncelista para Bach; e o Quinteto de Sopros do Vale, com música da segunda metade do século XX. É com estes músicos e repertórios diversificados (e aparentemente improváveis) que se faz o alinhamento da SAL – Bienal Internacional de Música, que decorre em Lagos de 10 a 19 de abril.

Em comum, todos estes músicos têm currículos invejáveis, e contam com o reconhecimento do público e da crítica. A extensão do repertório da Bienal tem várias justificações, desde logo a cidade onde acontece. “Lagos é uma terra de encontros desde sempre, com várias culturas e histórias”, sublinha Francisco Serôdio, diretor musical do evento. “Tentamos fazer a programação refletir isso na música – daí esta diversidade, de Bach a Lopes-Graça, passando por Piazzolla. É algo que tem sempre norteado as outras edições: fazer desta Bienal um encontro de culturas através da música.”

Um evento musical com uma oferta tão variada tem também que ver com a própria organização: é coproduzido pela associação Contemporaneus e pela Associação do Grupo Coral de Lagos, “dois universos completamente distintos”. A Contemporaneus – um grupo formado por músicos, maestros e compositores – nasceu para se dedicar à música dos séculos XX e XXI, mas foi alargando o repertório a outras épocas. Hoje, explica Francisco Serôdio, a associação centra-se na promoção não apenas da música contemporânea, mas também do “músico contemporâneo”.

A SAL – Bienal Internacional de Música vai já na terceira edição. Pensada para arrancar em 2020, foi adiada para 2022 devido à pandemia. A (ainda) curta vida do evento tem-se pautado por uma escolha que, diz o diretor artístico, envolve uma grande pesquisa. Aos músicos nacionais de relevo, a organização junta “nomes com elevada qualidade artística, mas que estão fora dos grandes cartazes ou das grandes salas internacionais”.

Do projeto inicial fazia ainda parte a extensão da Bienal a Vila do Bispo e a Aljezur. “Por motivos diversos, acabou por não se concretizar. Mas pretende-se alargar o projeto a outras cidades e a outros concelhos da nossa região”, indica Francisco Serôdio.

Depois dos concertos

A vontade de alargamento territorial da Bienal corresponde a um conceito que o diretor artístico defende para o concelho de Lagos. “O objetivo é Lagos começar a ser associado a um território de produção e exportação de cultura”, uma missão a cumprir não apenas pela Contemporaneus, mas também por outros produtores artísticos da cidade. “Lagos já é reconhecido ao nível regional como um concelho com uma excelente oferta cultural, quer pelo que a autarquia traz de fora, quer por aquilo que nós, artistas profissionais, produzimos, e também pelo trabalho das associações não profissionais”, sublinha. A SAL tem assim como consequência a vontade de “produzirmos cada vez melhor”.

Francisco Serôdio, músico e professor no Conservatório de Música e Arte de Lagos, destaca ainda a importância deste tipo de eventos para quem estuda música. “Enquanto diretor pedagógico do Conservatório – e sendo uma das escolas com maior número de alunos no ensino articulado no distrito –, fica a oportunidade de os nossos alunos verem músicos de elevado currículo e experiência, de crescerem aos níveis pedagógico, cultural e artístico.” Por enquanto, a Bienal não tem uma componente pedagógica específica, mas a organização pensa na realização de masterclasses em futuras edições, para um evento que pretende continuar a crescer em todas as direções.

Projeto Naia | Vinte anos
a fazer crescer

Bensafrim |
Dos menires a vila

Marchas Populares |
Há festa na rua

Hoje, 3 de Maio | O livro que dá vida a quem morreu

Only Duos | O poder
da dança a dois

Há cinema na Biblioteca | Do Algarve para a tela

Projeto Naia | Vinte anos
a fazer crescer

Bensafrim |
Dos menires a vila

Marchas Populares |
Há festa na rua

Hoje, 3 de Maio | O livro que dá vida a quem morreu

Only Duos | O poder
da dança a dois

Há cinema na Biblioteca | Do Algarve para a tela