São Valentim | Lagos plena de amor
São Valentim | Lagos plena de amor

São Valentim |
Lagos plena de amor

Um baloiço que serve de moldura a casais enamorados, um workshop de culinária para um menu especial ou um passeio pelos locais mais românticos da cidade. Estas são algumas das propostas de Lagos com Amor, um programa do Município que, ao longo de três dias, celebra o Dia de São Valentim. Entre 13 e 15 de fevereiro, comemora-se uma data que vem de tempos longínquos e cuja história mistura rituais pagãos e santos castigados por conversões ao cristianismo.

Quem for à Rua da Porta de Portugal vai encontrar o Baloiço do Amor, local por excelência para registar momentos para a posteridade. Mas há mais locais da cidade que despertam o mais profundo sentimento e deles dará conta Artur de Jesus. No dia 14, o historiador convida para uma visita guiada, com início às 10h, sob o tema “Juntos olhando para o Mar”. Os participantes vão passar pela Avenida dos Descobrimentos, Ponta da Piedade, Porto de Mós e Luz, e ficar a saber o que a história nos revela sobre amores de outros tempos.

Ainda no dia 14, mesmo a tempo de preparar o jantar mais especial do ano dos apaixonados, sugere-se um workshop de culinária para a elaboração de um menu romântico: bacalhau com broa no forno e ananás grelhado com cream cheese e coco ralado. A atividade, orientada por Teresa Couto, decorre às 17h30 no Restaurante Petanca – Convívio e Sabores.

Ao final da tarde, no Centro Cultural de Lagos, há música com a Orquestra Ligeira de Lagos, que preparou um repertório com músicas românticas dos anos 70 e 80 do século XX. O concerto começa às 19h.

O artesanato também estará presente nesta iniciativa, numa organização da Associação de Artesãos do Barlavento Algarvio. O “Mercadinho do Amor” pode ser visitado no Mercado do Levante nos dias 14 (das 17h às 21h) e 15 (das 14h às 21h). A artista Filomena Batista atua no dia 14, pelas 17h; Miguel Martins (às 15h) e G.A.N.A (às 16h) garantem a música no dia 15. Em ambos os dias, este mercado especial tem teatro com “Aqui Há História” (14 de fevereiro, às 19h, e 15 de fevereiro, às 17h).

Um ritual e dois santos

A origem do Dia dos Namorados não é consensual. Há quem acredite que a comemoração é descendente direta da Lupercália, uma festividade pagã assinalada em meados de fevereiro que celebrava a fertilidade, e envolvia o sacrifício de animais e mulheres chicoteadas. A Lupercália terá sido das poucas festas pagãs a serem celebradas 150 anos depois de o Império Romano ter considerado o Cristianismo legal, mas houve um papa que, no século V, decretou a sua proibição.

Terá sido ainda nos primeiros séculos depois de Cristo que a Igreja Católica declarou 14 de fevereiro como o dia para celebrar o mártir São Valentim, já depois da ilegalização da Lupercália. Mais uma vez, a teoria diverge em relação ao santo celebrado, uma vez que existem pelo menos dois que poderão ter dado origem à data, sendo que nenhum deles tem uma história de vida particularmente ligada a paixões. Sabe-se que foram ambos mártires e condenados à morte no século III, tendo sido executados a 14 de fevereiro, em anos diferentes. Um deles terá devolvido a visão a uma jovem cega e assim terá convertido uma família ao cristianismo. O segundo Valentim também fez semelhante milagre, ao curar as deficiências físicas de um menino, e cometeu o mesmo pecado aos olhos de um império pagão, pelo que acabou por ser decapitado.

Foram necessários vários séculos até o Dia de São Valentim passar a ser associado a um data romântica. Alguns historiadores acreditam que o poeta inglês Geoffrey Chaucer foi o primeiro a criar esta relação, através do poema The Parlement of Foules, ainda no século XIV. Shakespeare terá ajudado a cimentar a ideia de um dia do ano dedicado ao amor.

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