Cinema francês para rir e pensar
Cinema francês para rir e pensar

Cinema francês para rir
e pensar

Há uma forma de fazer cinema em França muito característica, apesar da diversidade de temas, histórias, épocas, realizadores ou atores. O cinema francês, na sua enorme multiplicidade, distingue-se no mundo da sétima arte.

Considerado o berço do cinema moderno – graças aos irmãos Lumière que, em 1895, realizaram a primeira projeção pública paga em Paris e, depois, a Georges Méliès, responsável pela introdução de efeitos especiais –, as longas e curtas metragens que se produzem por toda a parte ainda hoje muito devem aos filmes franceses. A arte cinematográfica de França influenciou cineastas de todo o mundo, com novas perspetivas e narrativas inovadoras. O movimento Nouvelle Vague e o cinema de autor são disto exemplo.

A pensar na divulgação do melhor que hoje se faz, a Festa do Cinema Francês, que Lagos recebe entre 13 e 17 de outubro, apresenta uma programação diversificada. A decorrer em oito cidades portuguesas, conta com antestreias, encontros e momentos de partilha com o público, sendo um dos festivais de cinema com maior número de espectadores: de acordo com a organização, acolhe anualmente entre 20 mil e 25 mil espetadores de todo o país.

Criada há 25 anos, tornou-se um evento de referência no panorama cultural português. Ao longo da sua existência, tem recebido convidados de renome como Agnès Varda, Louis Garrel, Fanny Ardant, Isabelle Adjani, Sophie Marceau, entre muitos outros. Conta com o apoio da Embaixada de França em Portugal, o Institut Français du Portugal e a rede da Alliance Française em Portugal. O festival faz parte do MaisFRANÇA, o programa da criação contemporânea francesa em Portugal.

Em Lagos, na Biblioteca Municipal, às 21h00, vão ser projetados os seguintes filmes:

13 de outubro | Partir un jour, de Amélie Bonnin (M12, 98 min)

Cécile, estrela em ascensão da gastronomia francesa e vencedora do Top Chef, está prestes a concretizar o sonho de abrir o seu próprio restaurante em Paris, quando os seus planos são abruptamente interrompidos pelo ataque cardíaco do pai. De regresso à aldeia onde cresceu, reencontra o ambiente familiar do modesto restaurante de beira de estrada dos pais. Ao reencontrar também um antigo amor de juventude, memórias esquecidas vêm à tona, abalando as suas certezas e a sua identidade.

Filme de abertura do Festival de Cannes, esta comédia musical de Amélie Bonnin tem como protagonista a aclamada cantora e atriz francesa Juliette Armanet, que se estreia no cinema num papel principal. Com interpretações de Dominique Blanc e François Rollin, o filme entrelaça nostalgia e intimidade, ao som de canções pop francesas que reforçam a memória emocional e coletiva que atravessa a narrativa.

14 de outubro | Amor e Queijo, de Louise Courvoisier (M12, 92 min)

Totone, 18 anos, passa o tempo a beber cerveja e a ir a bailes com os amigos. A realidade bate-lhe à porta quando tem de cuidar da sua irmã de sete anos. Propõe-se então fabricar o melhor queijo comté da região, com o qual poderia ganhar e 30 mil euros e a medalha de ouro num concurso.

15 de outubro | Siga a Banda!, de Emmanuel Courcol (M12, 103 min)

Thibaut é um maestro de renome internacional que viaja pelo mundo. Quando sabe que foi adoptado, descobre a existência de um irmão, Jimmy, um funcionário de uma cantina escolar que toca trombone numa banda de música no Norte de França. À partida, tudo os separa, excepto o amor pela música. Quando se apercebe das excepcionais capacidades musicais do irmão, Thibaut assume como missão reparar a injustiça do destino. Jimmy começa então a sonhar com outra vida…

17 de outubro | O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet (M12, 128 min)

Amélie Poulain é uma jovem empregada de mesa que vive em Montmartre e prefere o refúgio do seu mundo imaginativo à realidade que a rodeia. Um dia, por acaso, decide dedicar-se a uma missão secreta: transformar a vida das pessoas à sua volta através de pequenos gestos que espalhem felicidade. Nesta fábula moderna, entre o realismo poético e a fantasia, Amélie cruza-se com personagens excêntricas, embarca numa aventura íntima de generosidade e, inesperadamente, encontra o amor. Realizado por Jean-Pierre Jeunet e com a encantadora Audrey Tautou, este é um dos maiores êxitos do cinema francês contemporâneo — um conto encantado sobre bondade, imaginação e coragem para viver fora das sombras.

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